terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Expectativas teológicas para o ano novo

“Gostaria de ver instituições de ensino teológico criativas, vibrantes, transformadoras de si mesmas e da cultura acadêmica”
13-01-2006 Não levo tão a sério o valor que se dá ao “ano novo”. Em certo sentido, nada de novo acontece, apenas mudamos o calendário, trocamos as folhinhas, os números no fim das datas. Por outro lado, não deixa de ser interessante, emocionalmente falando, se imaginar que a cada ciclo anual uma nova possibilidade se abre para a vida. Que expectativas teológicas poderiam marcar 2006 como um ano novo para evangélicos brasileiros? Eis as minhas:

Eu gostaria de ver as pessoas que crêem em Deus mais comprometidas com o estilo de vida que corresponde a essa fé – pessoas mais solidárias, desprendidas, generosas, interessadas em outras pessoas, justas, honestas, amando mais as pessoas do que as coisas, a vida do que os bens; pessoas mais felizes, mais simples, mais soltas, mais leves, mais cheias do Espírito, mais parecidas com Jesus Cristo.

Eu gostaria de ver as igrejas não querendo crescer tanto em número de membros, em propriedades, em arrecadação, em atividades, em programas (eclesiásticos, de rádio, TV etc.), em ministros remunerados, mas querendo crescer em qualidade: comunhão com Deus e entre os membros, fidelidade ao Evangelho, comprometimento com a missão, multiplicidade de ministérios, conhecimento de Deus e de sua Palavra.

Eu gostaria de ver as músicas evangélicas mais cheias de graça e menos comerciais: letras mais profundas e baseadas na Palavra, melodias com qualidade e simplicidade, arranjos que ajudassem a orientar nossas emoções na direção que Deus as deseja, e que os/as musicistas evangélicos se considerassem servos, e não estrelas.

Eu gostaria de ver as faculdades de Teologia repletas de estudantes, com vocação sincera, podendo pagar os seus estudos, apoiadas e apoiados por suas igrejas locais, aprendendo com professores e professoras bem qualificados e comprometidos com o Reino de Deus, em instituições de ensino teológico que fossem criativas, vibrantes, transformadoras de si mesmas e da cultura acadêmica, envolvidas com o mundo universitário brasileiro.

Eu gostaria de ver mais gente comprando livros (quem pode comprar livros também é quem já tem as necessidades básicas supridas) de qualidade e lendo com discernimento, vontade, prazer, criatividade.

Eu gostaria de ver mais sites evangélicos na internet que nos deixassem com orgulho de ser membros de igrejas evangélicas pela sua qualidade de design, de conteúdo, de democratização do saber e do acesso ao saber, de ampliação dos laços de amizade e promoção de encontros reais entre pessoas de carne e osso.

Eu gostaria de me ver sendo um pouco mais de tudo isso que eu desejo para os outros, crescendo no perdão de Deus, no amor, na graça, no conhecimento...
Fonte: Porta Vida Nova

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